Louco mundo esse onde vivemos.
A cada dia os dias estão mais curtos e nossas vidas parecem ficar menores. O futuro do passado é hoje e o futuro do hoje é incerto. Ainda que existam planejamentos (que se alteram semanalmente) e que saibamos que a morte é certa, sempre acreditamos que amanhã será diferente e que nele está o gás que precisamos para atravessar nossos dias.
O amor, ah! o amor.
Certa vez um amigo me disse: Só se ama uma vez e é como uma doença sem cura, como uma tatuagem sem remoção. Nunca me esqueci dessas palavras. Hoje, aos 26 anos, beirando os 27, a única dúvida que tenho é se existe apenas uma forma de amar? Posiciono-me acreditando que existe mais de uma forma de amar, provavelmente uma delas é mais intensa que outras, mas que essas outras formas são válidas e trazem muitas coisas boas pras nossas experiências. Questiono quais as variáveis que definem o amor...
Um dia, no futuro do hoje, seremos velhinhos e boa parte de nosso tempo será utilizado pra lembrar das coisas que fizemos ao longo de nossas vidas. É fundamental que façamos aquilo que gostaremos de recordar, pois se não nossa velhice será muito sem graça.
Quanto mais idade ganhamos, maiores as responsabilidades e nosso senso de contexto social e civilidade, concomitantemente a isso vem o arraigamento às coisas do mundo e deixamos de valorizar coisas pequenas e simples. Que falta eu sinto de um banho de chuva ou do cheiro de terra molhada; que falta eu sinto de um fim de semana frio na praia ou de domingos suados ao som de Nirvana enquanto me esvaio em cima do meu skate.
Responsabilidades! Elas crescem exponencialmente enquanto os benefícios atrelados à elas crescem de forma aritmética, foda!
Sou um eterno inquieto. Um eterno insatisfeito. Um eterno explorador do nada, um filósofo banal de fatos e situações banais. Temo nunca encontrar resposta para meus questionamentos ou conforto em alguma marquise Por Aí.
Desta vez, mais uma vez, inicio um reset moderado em minha vida. Hoje tenho um estrelinha linda que ilumina cada segundo dos meus dias e é por ela que vou me readaptar para manter a sanidade e a tranquilidade espiritual que me são indispensáveis.
Paz!
Nessa vida um pouco de paz não faz mais a ninguém e é por essa paz que devemos trabalhar. Plantar e colher bons frutos, sem esquecer de quem somos originalmente.
A vida te inclinará e te influenciará a adotar seus modelos de personalidade, previamente criados para manter a sociedade ativa e evoluindo. Adapte-se a algum deles para sobreviver (ou mude-se para a selva e crie uma comunidade alternativa), mas mantenha o "você" original em um invólucro impenetrável e entre em contato com ele diariamente, ao menos por alguns minutos. É isso que nos manterá vivos até o final de nossos dias. É isso que nos lembra o gosto da felicidade.
Sonhe! Afinal, tudo é possível.
Um dia terei uma casa com Miniramp...
Reset.
"E daí de hoje em diante todo dia vai ser o dia mais importante."
Patrick da Rocha Oliveira Antunes.
quarta-feira, 28 de janeiro de 2015
Assinar:
Postagens (Atom)