terça-feira, 27 de setembro de 2016

Racionalidade x Sensibilidade (A luta do Ego sobre o ID)

No último ano tenho sentido, como posso dizer, um bloqueio para pensar em certos assuntos. 

Historicamente sempre fui um cara sensível aos meus próprios desejos, sentimentos, problemas e possíveis soluções, isto é, desde sempre tive plena noção do que sentia e do que tinha que fazer para atingir os objetivos que definia.

Entretanto, a impressão que tenho é que quanto mais racional e intelectual me torno para alguns assuntos - Socialismo, Capitalismo, Marxismo, Liberalismo Econômico, Conservadorismo, Marx e Mises, Regime Militar, Paulo Freire, História do Brasil e Mundial, Política e Economia, Machismo e Feminismo, enfim, ideologias e posicionamentos sociais e humanos - mais me distancio do meu Eu pessoal, do meu Eu instintivo, do meu Eu natural - se posso dizer assim - e isto é não é legal pessoalmente. Quanto mais aprendo sobre o que, de fato, acontece e aconteceu no mundo, mais me preocupo de forma holística, geral, global sobre as coisas da vida. Isso acaba me prejudicando quando o plano é pensar sobre mim próprio.

É como se eu estivesse aprendendo a pensar com o Ego e deixando meu ID lá escondido. Não acredito que isso possa ser benéfico, pois quando o assunto é largar o cigarro - por exemplo - e traçar um plano efetivo para realizar isso, acabo me dispersando em leituras extremamente extensas sobre um assunto de interesse e fumo sem nem perceber. Perco completamente o foco quando são coisas referentes a mim. E isso se aplica a planejamento orçamentário, pessoal, sobre minha demanda por exercícios físicos - que existe, mas está suprimida embaixo dessa sede loca por conhecimento intelectual (e o maldito Netflix, claro). 

Só vejo um futuro para a pessoa que resultará no produto das escolhas que tomo hoje: um gordo fumante, com pouca saúde e um conhecimento razoável sobre diversos assuntos, mas que na prática têm pouco reflexo na minha rotina diária.

Meu plano de vida, aos 16 anos, era andar de skate (mesmo que apenas como lazer) diariamente e pelo resto da vida, era me alimentar sempre corretamente e tomar meu vinho sempre que possível, era estudar e trabalhar muito para melhorar de vida (mas sem perder a essência e as raízes que me conectam no meu Eu original), era ter uma vida simples, saudável, organizada e próspera. 

Analisando meu cenário atual, percebo objetivamente (e sinceridade comigo é fundamental nesse momento) que parte desse plano está indo na direção correta, mas que parte (e a parte fundamental, na minha opinião) está se perdendo no caminho. 

Não vou ser um grande contador e economista gordo e podre por dentro! Não vale ter patrimônio, cultura, sabedoria e intelectualidade se minha matéria-prima estiver fadada à remédios e vida sedentária. Não era esse o plano. Nunca o será. 

Preciso ter foco e organização pessoal para reorganizar a vida, a fim de retornar ao plano original sem perder as coisas que estão dando certo atualmente.

Preciso reaprender a viver - na plenitude desta palavra: viver - e a não me deixar embrutecer, pois eu sempre acreditarei nos meus ideias.

Thanks for watching

Patrick, 28/09/2016.




quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Porquês, ah! e os Porquês...

Hoje é dia 12/02/2016 e ainda me pergunto por que escrevo? Aos 27 anos de idade, pai de uma menininha linda chamada Lara (que está com 1 ano e 10 meses completados ontem), ainda na faculdade de Ciências Contábeis, ainda apaixonado por música e skateboard.

Receoso por tatuar todo o braço esquerdo (que as sessões já estão marcadas para esse mês - agora vai - e com o desenho que eu quero), receoso pelos planos de morar no Centro de POA na volta às aulas, receoso pela forma como a Verônica pode se posicionar na próxima audiência, me obrigando a brigar pela guarda da Lara ao invés de nos unirmos para criá-la da melhor forma possível.

Se eu fosse arriscar dizer porque escrevo, começaria com a hipótese da exteriorização desses milhões de pensamentos que ecoam na minha cabeça diariamente e ininterruptamente. Minha inquietude está se mostrando prejudicial, pois ela me deixa ansioso e eu acabo tomando muitas decisões não pensadas. 

Entendo que nossa vida é como uma pizza composta de vários fatores que precisam ser cuidados individualmente; família, saúde, carreira, esportes, amigos, sonhos, insatisfações, dentre outros. Várias "fatias da pizza" da minha vida já estão encaminhadas mais cedo do que imaginei: Sou Pai, estabilizado profissionalmente com possibilidade de evolução a curto prazo, me graduando para poder virar Professor antes dos 35 (com sorte), sigo com skate regularmente e família à minha volta. Relação com a Lara foi meio conturbada nos últimos meses, mas nas últimas semanas deu uma normalizada e eu torço para que as coisas sigam assim. 

Então? Por que escrevo? Confesso que hoje sou alguém que não sente saudade de ninguém com quem tenha vivido algum relacionamento amoroso. Hoje sou alguém que não sente medo de viver ou das situações da vida, não sente receio de ter escolhido uma vida errada ou um caminho errado a se seguir. Eu nasci pobre, muito pobre, num bairro onde a maioria nunca saiu da vida de subsistência. Hoje tenho perspectiva, possibilidades, sonhos grandes no âmbito profissional.

Há vezes que a liberdade da vida de solteiro é ótima, mas isso onera uma solidão bem difícil também. Há vezes que se quer alguém para amar e dividir algo especial, mas também a adrenalina que a vida de solteiro proporciona em alguns momentos é viciante. Costumo dizer que a vida de solteiro viabiliza a possibilidade infinita, isto é, nunca estamos em uma situação estática, limitada. Sempre podemos recomeçar. 

Enfim, não consigo encontrar os motivos pelos quais escrevo, só sei que quando escrevo me sinto bem, leve, com os pensamentos mais organizados e acredito que isso, no momento de vida que estou vivendo, é crucial para saber quais os próximos passos que devo dar.

Boa noite, obrigado pela leitura.

Patrick.



quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Náufrago, Maria do Relento...

Existem datas que jamais serão esquecidas...

segunda-feira, 20 de abril de 2015

The Time Flies...

Há menos de um mês de completar 27 anos e sinto o tempo passar tão rápido. Hoje tenho uma filha linda, esperta, super ativa. Um emprego onde estou bem colocado, sou parte da máquina capitalista sim, mas no meu ritmo, do meu jeito. Isso é muito gratificante, pois sempre luto para não sucumbir às vontades sociais, luto para manter meus ideias (mesmo que necessitando adaptá-los à vida adulta).

Os amores vão se acumulando, atropelando uns aos outros. São tantas emoções, tantas coisas vividas - nesses curtos 27 anos - que há dúvida se algo ainda vai me surpreender, vai me tirar o sono, vai me deixar desorientado e ao mesmo tempo enlouquecido. Seria interessante viver algo assim. Todas as tentativas que fiz não deram muito certo. Como sempre me aproximo de mulheres com personalidades fortes, a tendência é viver relações muito intensas e isso, quando não dá certo, me faz pensar o que de fato é o certo a se fazer. O problema, já sei, sou eu. Um inquieto, insatisfeito, inconstante com o que quero e irredutível com algumas verdades quase que absolutas.

Sou uma contradição em termos. Aos 27 anos ainda tenho a mesma mentalidade que tinha aos 16. Não sei se era maduro demais quando jovem ou se sou imaturo quando adulto. Não sei mesmo. Não consigo definir as variáveis corretas dessa fórmula. Vejo o mundo com os olhos de criança para algumas situações e com a objetividade de um psicopata para outras. Isso é foda! Não se ter os parâmetros de si próprio. 

Vivi paixões mágicas e inesquecíveis. Todas acabaram. Viraram lembranças boas de recordar. Hoje estou só. Estar só é muito estranho pra mim, ainda que esteja gostando muito dessa fase onde só existem Eu e a minha Estrelinha. Sem brigas, sem gritos, sem estresses, sem limitações, sem lutas por controle e sobre dominar ao outro. Sem ter que me preocupar com nada além da Lara.

Sobre o amanhã? Não sei mesmo. Só espero que a vida ainda possa me surpreender com coisas boas e emocionantes. Quero viver até os 100 anos sentindo a vida, me emocionando, queimando energia vital com coisas boas. É um desafio diário não virar uma engrenagem nesta grande máquina que é a vida. Podemos muito mais do que nascer, crescer, reproduzir e morrer. É isso que espero da vida. É isso que espero do amanhã. 

"Eu espero sempre mais."

Estou escutando Teatro dos Vampiros. Essa música é impressionante e objetiva com precisão minha vida adulta. O Renato era muito foda!

O passar do tempo sempre será, pra mim, objeto de filosofia barata. Sou um entusiasta da vida e é muito bom, às vezes, apenas olhar pra ela, ficar sentado num banquinho verde de uma praça, embaixo de uma árvore, olhando os carros passarem, um grande muro, crianças correndo, cachorros fazendo cocô e seus donos com aquelas sacolinhas nojentas, maconheiros queimando um, casaizinhos aos beijinhos e um ou outro bêbado atirado ali, sem nem saber de onde veio ou pra onde vai. Cenas da vida real, do mundo real. Cenas que ficam ali, num banquinho verde em uma praça qualquer.

"Eu homem feito, tive medo e não conseguir dormir."

Grato pela leitura,

Patrick da Rocha Oliveira Antunes.
















segunda-feira, 6 de abril de 2015

Ouça no volume máximo.

You never close your eyes anymore when I kiss your lips.
And there's no tenderness like before in your fingertips.
You're trying hard not to show it, (baby, baby).
But, I say, baby, baby...

You've lost that lovin' feelin',
Whoa, that lovin' feelin',
You've lost that lovin' feelin',
Now it's gone...gone...gone...




sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Babyssauro.

A maior saudade de uma vida só se sente quando é do amor maior que se pode ter.

Te amo Lara.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Reset.

Louco mundo esse onde vivemos.

A cada dia os dias estão mais curtos e nossas vidas parecem ficar menores. O futuro do passado é hoje e o futuro do hoje é incerto. Ainda que existam planejamentos (que se alteram semanalmente) e que saibamos que a morte é certa, sempre acreditamos que amanhã será diferente e que nele está o gás que precisamos para atravessar nossos dias.

O amor, ah! o amor.

Certa vez um amigo me disse: Só se ama uma vez e é como uma doença sem cura, como uma tatuagem sem remoção. Nunca me esqueci dessas palavras. Hoje, aos 26 anos, beirando os 27, a única dúvida que tenho é se existe apenas uma forma de amar? Posiciono-me acreditando que existe mais de uma forma de amar, provavelmente uma delas é mais intensa que outras, mas que essas outras formas são válidas e trazem muitas coisas boas pras nossas experiências. Questiono quais as variáveis que definem o amor...

Um dia, no futuro do hoje, seremos velhinhos e boa parte de nosso tempo será utilizado pra lembrar das coisas que fizemos ao longo de nossas vidas. É fundamental que façamos aquilo que gostaremos de recordar, pois se não nossa velhice será muito sem graça.

Quanto mais idade ganhamos, maiores as responsabilidades e nosso senso de contexto social e civilidade, concomitantemente a isso vem o arraigamento às coisas do mundo e deixamos de valorizar coisas pequenas e simples. Que falta eu sinto de um banho de chuva ou do cheiro de terra molhada; que falta eu sinto de um fim de semana frio na praia ou de domingos suados ao som de Nirvana enquanto me esvaio em cima do meu skate.

Responsabilidades! Elas crescem exponencialmente enquanto os benefícios atrelados à elas crescem de forma aritmética, foda!

Sou um eterno inquieto. Um eterno insatisfeito. Um eterno explorador do nada, um filósofo banal de fatos e situações banais. Temo nunca encontrar resposta para meus questionamentos ou conforto em alguma marquise Por Aí.

Desta vez, mais uma vez, inicio um reset moderado em minha vida. Hoje tenho um estrelinha linda que ilumina cada segundo dos meus dias e é por ela que vou me readaptar para manter a sanidade e a tranquilidade espiritual que me são indispensáveis.

Paz!

Nessa vida um pouco de paz não faz mais a ninguém e é por essa paz que devemos trabalhar. Plantar e colher bons frutos, sem esquecer de quem somos originalmente.

A vida te inclinará e te influenciará a adotar seus modelos de personalidade, previamente criados para manter a sociedade ativa e evoluindo. Adapte-se a algum deles para sobreviver (ou mude-se para a selva e crie uma comunidade alternativa), mas mantenha o "você" original em um invólucro impenetrável e entre em contato com ele diariamente, ao menos por alguns minutos. É isso que nos manterá vivos até o final de nossos dias. É isso que nos lembra o gosto da felicidade.

Sonhe! Afinal, tudo é possível.

Um dia terei uma casa com Miniramp...

Reset.

"E daí de hoje em diante todo dia vai ser o dia mais importante."

Patrick da Rocha Oliveira Antunes.






quarta-feira, 30 de abril de 2014

Sintetizando...


Como pai, ainda não consegui definir como proceder em certas situações. Eu tinha um plano, estava, à meu modo, tocando ele. Repentinamente a Lara nasceu, pequena, gordinha, o ser mais perfeito que há no mundo. E ela é minha. É fruto meu e da Verônica.

Como pai, ainda não consegui reorganizar meus projetos e aspirações. O meu tempo está distorcido e os dias já são diferentes de antes. É como se o tempo começasse a passar num outro ritmo. Não há mais ansiedade ou aquela sensação de ausência. A Lara preencheu esse espaço.

Me perdi completamente no domínio sobre o cigarro e na vontade de comer besteiras. Me perdi no tempo, pois não consigo mais alocar as demandas que tenho no tempo que disponho. O tempo, sempre o tempo. Sempre, em minhas análises, o tempo é uma variável que pesa absurdamente. Essa coisa toda me deixa perplexo.

Preciso reorganizar as prioridades secundárias, pois a primária é óbvia: é a minha estrelinha.

Dormir, alimentação regrada, planejada, fumar o menos possível, rolês de skate semanais, malhar pela manhã, focar na faculdade, futebol semana sim, semana não.

Preciso dar atenção pra mãe e pra vó. Preciso dormir e me alimentar corretamente. Preciso praticar exercícios.

Preciso comprar um microondas, uma televisão, seis cadeiras, colocar o motor automático no portão, comprar um transformador pra devolver pro Tio André.

Preciso regular as válvulas do carro e ver como está a correia dentada. Preciso lavá-lo quinzenalmente. Preciso manter as prestações em dia.

Preciso contratar a Sky e colocar logo essa internet em casa.

Preciso comprar um desktop pra ter em casa. `

Preciso colocar as empresas do Tandy e do Phil em dia. Preciso agilizar a papelada do Celmar e conseguir mais uns cinco clientes dessa faixa de honorários.

Preciso lembrar de tudo isso diariamente e manter o controle do que está resolvido e do que está pendente.

Preciso ser um homem e entender que agora a vida é assim.

Preciso ser o pai que a Lara merece.

Preciso ser o cara que do qual sentiria orgulho e admiraria!

 
"Nada mais vai me ferir é que eu já me acostumei com a estrada que eu segui."
 

 

 

 

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Definitivamente, o mesmo...

Andei pensando sobre tudo (como sempre) e constatei que sempre sou o mesmo. Desde os tempos da inocência até o tempo das responsabilidades, sempre fui o mesmo. A questão são as faces de si próprio que a gente acaba descobrindo. A versatilidade da mente humana em se adaptar diante de uma realidade para se manter em uma situação satisfatória. Isso deve vir de nossos antepassados, pois à época a vida era tão difícil (caçar, frio, chuvas) que a humanidade aprendeu desde o início a se adaptar para sobreviver. Ao longo dos anos conheci algumas faces minhas (todas parecidas e baseadas nos mesmos princípios, obviamente) e sinceramente ainda gosto mais da original. Certo que como a vida é uma soma variáveis (família, amigos, trabalho, lazer), ao longo do tempo vai-se criando uma adaptação para cada parte da vida. Por exemplo, no início me adaptei ao trabalhar de terno e gravata, pois o escritório onde prestava serviço obrigava a isso, mas hoje exerço a mesma atividade e trabalho de all-star e camiseta básica. Hoje posso me vestir exatamente do jeito que gosto, 100% a meu gosto e isso é ótimo para o bem-estar diário. Mas ao mesmo tempo atendo grandes empresários e GRAÇAS A DEUS, essa coisa clichê de Contador trabalhar de gravata está mudando.
Usei o vestuário como exemplo, pois pra mim é uma enorme vitória, é a forma como eu transcendi uma realidade. E aí a ideia é ir adaptando as partes da vida no tempo das responsabilidades para que elas sejam ótimas como no tempo da inocência. Isso sim é felicidade.
Ser homem, com vida de homem, com cabeça de homem e manter a força dos ideais e a magia de sentir-se vivo todos os dias. Esse é meu propósito. Não me deixo levar pelas cores e cheiros do dia a dia, não me deixo influenciar. Procuro ser uma cabeça pensante e sempre defender uma opinião com base em algo. Não existe porque sim e porque não.

Decida quais das faces de você lhe agrada mais e adapte ela na sua vida. Isso ajuda muito a acordar com vontade de viver os dias. Um de cada vez.

"E daí de hoje em diante, todo dia vai ser o dia mais importante."

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Haverá de se entender...

Houve um tempo em que o tempo passava mais devagar e tudo parecia estar em harmonia. Houve um tempo em que se podia aproveitar um dia inteiro sem se preocupar com o amanhã, pois no amanhã também se aproveitaria. Não falo obrigações e responsabilidades da vida adulta como se fossem coisas ruins ou entraves à felicidade, mas sim como partes de uma realidade tão nova e complicada que parece que foi criada para nos prender e nos dominar. É uma luta constante por dinheiro ou por adquirir bens materiais que gerem conforto (a mesma coisa que dinheiro, na minha opinião) e uma batalha diária para se vencer na vida, isto é, para atingir grandes postos profissionais, ter status profissional, gerenciar uma grande equipe e ter sob os seus comandos muitas pessoas que fazem tudo para te buscar e te ultrapassar na corrida profissional.

Há mais ou menos 8 anos que sigo essa linha de escrita, com nuâncias e descobertas, pois eu também tive que sentir um pouco o poder do dinheiro e do poder para ver que ele não sacia minha vontade de bem-estar.

Antes eu achava que ter um carro bonito e poder comprar coisas caras era a coisa certa a se fazer e a única forma de vencer. Hoje já não acredito nisso. Não adianta ter cinco ou dez mil reais por mês, se você sente falta da importância das coisas que comprava quando era jovem e cada real valia muito. Hoje posso ter o tênis, a calça, o carro, o telefone e pra quê? Se a magia de fazer uma session de skate ficou no passado, há muito esquecido, se a magia do vinho com os amigos à beira da calçada ficou lá atrás também. Não sei se tenho algum tipo de síndrome de Peter Pan ou de não querer aceitar a vida como ela é. Não sei se sou um visionário que transcende os quereres básicos ou se sou só um lóki viajando.

Gosto do meu trabalho, sinto prazer nisso e talvez por isso dê certo. Como vou ter uma filhinha, vou poder suprir todas as necessidade e por isso continuarei na minha rotina, mas saliento aqui que hoje entendo a real importância de se ter ideais e de se não deixar influenciar por tudo o que te apresentam.

Não é mais feliz aquele que tem o carro melhor. Não é mais bonito aquele que tem a camisa da seda mais cara. Não é mais saudável aquele que fica horas preso no trânsito e vai pra academia. Não é mais satisfeito aquele que gerencia 30 pessoas.

Hoje busco uma forma de me estabilizar, pensando na minha filha. Hoje, também, procuro um jeito de me satisfazer, para que possa ser feliz e saudável para criar meu anjinho quando ela crescer.

É preciso nos manter mentalmente e fisicamente ativos, sempre. Não podemos acreditar em tudo que vemos. É preciso buscar informações. Criticar. Questionar. Ser chato mesmo. Viva feliz pelo que você é e pelo que sente e não pelo que tem.

Enfim, sempre que a temperatura muda bruscamente fico meio assim, sei lá. Há anos não escrevia, pois estava me tornando um cara chato e que não queria ser. Cometi erros, como todos, mas sei que a vida me reserva muitas alegrias e eu mesmo vou produzi-las, todos os dias.

Obrigado pela leitura, pois sei que a escrita é uma ótima forma de interação entre pessoas que não se conhecem, não se vêem, mas que podem se ajudar e se aconselhar.

Patrick Antunes.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Acho que o problema sou eu...

Preciso falar um pouco sobre o que sinto se não vou explodir. Sempre me envolvi com mulheres intensas, de opinião e personalidade fortes. Sempre me apaixonei pelos perfis que não aprovo. Como se buscasse me estressar e magoá-las cobrando uma postura que elas nunca teriam. Por quê? Por nada, pois foram histórias que não vingaram.
O foda é que ao final de cada relação a gente fica com aquele buraco na alma e o tempo passa a passar numa velocidade que só faz aumentar a angústia de estar sozinho.
O problema sou eu porque não aceito as pessoas como elas são, tento mudá-las. Isso não tá certo.
Não queria ser um colecionador de amores, mas cada ano que passa é o que mais acontece.
Hoje sinto uma falta imensurável de uma baixinha que tá ausente nos últimos dias e que só me faz acreditar mais nas coisas que fizeram nos separarmos.
Estou num período completamente sozinho e não quero saber de ninguém até zerar tudo, pois não vou misturar as coisas e também acho que mereço um período de silêncio e reorganização da mente.
Desculpas às pessoas que magoei, mas hoje sei que sempre estive no tempo errado. Quando deveria ser atencioso, fui displicente. Quando deveria ser mais ciumento, acreditei cegamente. Quando deveria perdoar, fui irredutível.

Espero que essa angustia passe logo. Até porque tá difícil demais pra mim acordar pela manhã e não ver aquele rostinho na cama se escondendo da luz.

A vida é feita de escolhas. E eu ainda não sei qual será minha próxima escolha, mas saiba que é uma será feita com toda a calma do mundo. O tempo tá passando rápido demais. Rápido demais...

Se te fiz chorar, nunca foi por querer...

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Tristeza.

Esse é um texto muito difícil pra mim, pois reporta a um sentimento que eu tenho procurado evitar. Essa semana me deparei com um sentimento novo e bem ruim: o sentimento da tristeza impotente. Aquele sentimento de tristeza que não se pode controlar e menos ainda evitar.

Juntamente com este último, vem uma enxurrada de outras sensações ruins, tais como a decepção, a desconfiança, um pouco de desprezo, entre outros.

É como se tivessem arrancado de mim uma parte importante demais, tão importante que não consigo passar o dia tranquilamente sem pensar nela. Tá foda. Obviamente é um sentimento controlado e maduro, pois depois de algumas relações, já se sabe entender racionalmente como sentir essa tristeza toda. O foda é que de repente vem aquele aperto no peito da gente e a lembrança das coisas que a pessoa tão amada te fez, sem ter te respeitado, sem ter lembrado que havia alguém zelando por ela diariamente, todos os dias. É como se todo o teu esforço não fosse nada pra ela, pois a mesma queria uma vida paralela, uma vida B.

Publico esse texto pra ver se o sentimento de dizer a ela todas as coisas ruins que eu queria dizer diminui um pouco, pois esse amor todo vai se mascarando e se poluindo dentro de mim e não sei mais o que.

Só de imaginá-la em outra realidade que não a minha já me angustia, a saudade do seu jeito "ogrinha" e ao mesmo tempo tão menina e doce me consome, o tempo que passa num tempo estranho, como se eu estivesse desconectado dessa realidade e vivesse mesmo em uma onde eu e ela éramos felizes (ou eu achava, pois se realmente fui corno e a possibilidade é MUITO grande) nunca fomos felizes, pois era mentira as juras de fidelidade e amor feitas há tanto tempo e tantas vezes quantas eram necessárias para afirmar o que sentíamos (ou eu dizia).

Confesso que não sabia lidar com tanta tristeza assim, com esse buraco que fica na vida quando a pessoa a quem se ama não está ali, perto, com aquela carinha de sono inchada e te olhando meio que atravessado pra te dar um bom dia e voltar a dormir. Acho que é disso que sinto mais falta, dos bom-dias.

Quero que saiba, se um dia ler o que escrevo, que nunca farei nada para magoá-la, nem vou me vingar, nem  a judiaria por maldade, pois entra-se e sai-se de amores com o coração limpo, para que um novo - ou algum que retorne do passado - venha limpo, sem mágoas e sem frustrações.

Ninguém nessa vida vai amá-la mais do que eu. Ninguém vai querê-la mais do que eu e nem vai sentir tanta saudade quanto eu sentirei por muito tempo. Ninguém...

Queria que as coisas tivessem sido diferentes. Queria muito mesmo! Mas não tive escolha, tive que fazer o que achava certo.

Um conselho aos navegantes: "Cuide e respeite o seu amor, seja quem for" Todo e qualquer problema pode ser resolvido, desde que haja respeito e cuidado. Lembre-se que há alguém nesse mundo que pensa em você, que ama você. Mereça esse alguém! Faça outro ser humano feliz sendo apenas você, contando seus causos, expondo seus problemas e rindo junto deles. Divida um guarda-chuva, um bombom e uma coca-cola. Cada vez que fizerem amor, façam como se fosse a última vez, pois um dia ela será. Não esqueça de dizer que a ama, pois ela vai adorar dormir lembrando disso.

E torça pra ela respeitar você.

Do, hoje, muito triste mesmo,

Patrick da Rocha Oliveira Antunes



quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Entendo, mas não compreendo.

Olá, me chamo Patrick da Rocha Oliveira Antunes e tô aqui, já pelo sétimo ou oitavo ano, escrevendo, lá de vez em quando, um texto ou outro que expressa um pouco do que sinto ou alguma opinião sobre sei-lá-o-quê.

Não mudo a fonte por achar que não é importante, também não me preocupo com o formato do texto (se será um dissertação, uma narrativa, uma crônica ou algum poeminha de algumas estrofes e parágrafos) porque, hoje, não vejo relevância nenhuma nisso também.

Há exatamente um mês quebrei o cotovelo direito e estou sendo obrigado a refletir sobre as coisas da vida, afinal estou em casa vendo o tempo passar e sem ter porra nenhuma pra fazer. Confesso que vejo um dedo divino neste contexto que vivo hoje, pois não sentia a tranquilidade que sinto agora há uns bons anos já.

Tava pensando em largar a contabilidade, mudar de profissão. Tipo, mudar radicalmente mesmo, fazer uma publicidade e propaganda, jornalismo, moda ou qualquer outro curso que fuja completamente dessa linha de rotina e escritório. Só que é um pensamento bem sem fundamento, porque eu gosto do que faço e sei que serei um ótimo advogado tributarista.

Sabe quando a gente tá em casa e não tem no que pensar, aí pensa um monte de merda? Acho que tô nessas aí. Só espero manter o discernimento pra saber o que é pensamento meu mesmo e o que é pensamento proveniente do tédio.

Quando se está assim, inerte, parado, faz-se muitas especulações sobre a própria vida. A gente se questiona sobre as escolhas, sobre os caminhos que seguiu e sobre se valeu a pena a vida até aqui. É como se fosse uma reclusão sabe, um recomeço. Lembro que esses dias - antes de quebrar o braço - tava falando com um amigo sobre a necessidade de um botão reset na minha vida. Sobre a vontade de começar de novo, com a mente organizada, com os pensamentos e vontades em dia. Acho que meu pedido foi atendido, pois a gente reflete pra caralho quando está assim,  em casa, sem poder fazer as coisas que sempre fez.

Por exemplo, decidi que no início do próximo ano - seja pelo PROUNI, seja pelo FIES, seja pagando mesmo - vou entrar em uma boa faculdade e cursar Direito com tesão durante todos os semestres. Já passou a época das cachaçadas, das loucuradas, dos besteiróis. Acho que tá na hora de ganhar a vida um pouco, de provar pra mim que sou diferente daqueles que critico. Claro, tudo isso se eu não tocar o foda-se de novo e entrar num curso de tererê e pintura com giz de cera. A gente nunca sabe o que vai acontecer na próxima hora.

E dentro de todas essas críticas sobre a própria vida vem um monte de dúvidas né. Será que fiz certo nesse momento? Será que fiz certo naquele? Será que devo voltar atrás nisso ou naquilo? Mas a vida é daqui pra frente mesmo ou dá pra resgatar certas coisas da vida?

Isso, às vezes, me perturba um pouco, só que será sempre assim. Tenho a alma inquieta e essa é minha maldição. Sei de algumas coisas que quero, sei das coisas que amo, sei dos sonhos e pesadelos que tenho e jamais vou ter certeza sobre as escolhas, só sei que as fiz e o custo e o benefício de cada uma delas é cem por cento meu.

E assim vamos indo. Ele pensa nela quando lembra que algumas coisas são pra sempre, ela pensa nele quando lembra que precisa se libertar de certos sentimentos que não existem mais. E assim, as duas almas, presas dentro de mentes e corpos involuídos, continuam se sentindo eternamente incompletas, perdidas, sem  estabilidade plena, mas como dizia um velho deitado numa praça aqui de Viamão: O amor é uma frô roxa, que nasce, cresce, se transforma, se esconde, se fantasia, fica louco, faz um monte de merda, vai preso, apanha, sofre, tenta se suicidar e não consegue, cresce mais um pouco, é escondido pra não causar mais estragos e não morre. Se for amor de verdade, não morre. Apenas se transforma, nisso eu acredito.

Enfim, o lance é que eu continuo aqui, com a mesma mente perturbada de sempre. Com os mesmos sonhos de sempre, com os mesmos sentimentos de sempre, só que aprendendo a interpretar isso de diferentes maneiras, de ver isso por diferentes óticas.

Vamo indo, cada dia, de cada vez. Como sempre. Precisando, grita aí, tô sempre às ordens.

Patrick, 24 anos de idade, skatista, profissional da área contábil, viciado em música e de um modo grosseiro e amador, pensador.


segunda-feira, 23 de abril de 2012

Passar o tempo...

Um dia me disse que a gente iria se perder, que o tempo iria passar e nos esqueceríamos.
Acho isso tão triste, pois não deveria ser assim.
Deveríamos nos adaptar, nos acostumarmos a conviver e aproveitarmos todo o benefício que a nossa relação nos proporcionava.

Só que não foi assim e, hoje, sinto que isso não tem mais volta. Não pelo menos nessa fase de nossas vidas.

Espero que as coisas estejam se encaminhando e que tudo corra bem, pois sempre quis o melhor pra ti, sempre te imaginei como és, sempre te quis como tu era. Só que isso não bastava, pois sempre algo a incomodava, algo a deixava triste ou decepcionada.

Hoje percebo que te causei mais decepção do que te dei orgulho; hoje percebo que fui menos do que mais, que mais aprendi do que ensinei, que mais insuficiente do que suficiente. Mas, enfim, isso passou e a vida acontece daqui pra frente e é isso que vou começar a aprender a fazer novamente.

Andar um dia de cada vez e trabalhar para me tornar uma pessoa melhor, para que numa próxima oportunidade não cometa os mesmos erros.

Só que estou longe disso, muito longe.

Isso é uma merda!

Mas, enfim, sejamos quem somos em nossas próprias vidas. Cada dia. De cada vez.

Mais uma reflexão de alguém que sabe que erra, sendo quem é.

Patrick.

domingo, 22 de abril de 2012

Sempre acabo em meio às palavras, sempre.

Não era pra ser assim, não era pra ser tão doloroso e triste;
Não era pra sermos tão diferentes e ao mesmo tempo nos atrairmos tanto;
Não era pra me odiar e não era pra eu fazer uma cagada dessas;
Não era pros nossos temperamentos serem tão opostos, não era.

Esse final de semana senti uma dor que não sentia há anos. Senti a dor de uma perda incalculável, senti a perda de algo que não poderia perder.

Pena nunca conseguirmos entrar em sintonia, mesmo com todo esse sentimento que temos um pelo outro, pena não conseguirmos nos adaptar, mesmo com tantas tentativas.

Pena eu não ter sido o bastante e ter te magoado, de novo.

Sei que é a minha sina, mas é tão ruim saber que sempre faço chorar a quem amo.

Isso é uma merda!

Vou ficar sumido uns tempos e te deixar pensar. Vou deixar tu tocar a tua vida, pra encontrar alguém que não vá te fazer chorar sempre. 

Vou guardar as lembranças e resgatá-las nos momentos difíceis, mas não podemos controlar todos os sentimentos. Prova disso foi o choro que sei que te causei. 

E até que eu mude, estou condenado a isso. 

Vou me segurar para não te procurar, pois sei que só te causo dor e mal, e por gostar tanto de ti, vou te proteger de mim.

Peço que entenda que nunca fiz por mal, só fui eu cada dia do tempo em que estivemos juntos. Sendo esse cara, te proporcionei coisas boas e coisas ruins, mas nunca fiz nada pensando em te magoar. Me perdoa, por tudo!

Tá doendo, muito. Prefiro sentir a dor absurda da tua ausência do que te ver chorar de novo e ser o causador desse choro. 

Não muda quem és, pois tu tá certa! Sempre esteve. Eu é que nunca fui homem o bastante pra te fazer plenamente feliz.

Desculpe-me por ter feito tu me odiar...

Patrick.






quinta-feira, 8 de março de 2012

Make Me.

Seja você mesmo, custe o que custar; Doa o que doer; Chore o que chorar.

Seja você mesmo.

Think About!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Aspirações. Apenas aspirações.

Hoje cheguei à constatação de que sou insuficiente. Não por falta de capacidade ou de possibilidade e sim por falta de controle pessoal das variáveis razão e emoção.

Tentei aprender a tocar violão e até hoje - 8 anos depois - ainda toco as primeiras cinco músicas que aprendi no início dessa empreitada. Era um ótimo jogador de futebol - de verdade mesmo! - e quando conheci o skate nunca mais joguei futebol direito, pois me dedicava integralmente ao skate. Vivi intensamente o skate até ficar ambicioso demais e canalizar todo o meu tempo trabalhando, já que havia enxergado a possibilidade comprar o carro que tanto sonhava em possuir. E quando o comprei o que vocês acham que aconteceu!? Nunca o cuidei e o valorizei e hoje ele está aí, não é nem a metade do que era há um ano atrás.

Isso tudo me prova que sou insuficiente! Tendo em vista que consigo atingir tudo que quero e que almejo, mas depois de alcançar coisas tão sonhadas eu simplesmente passo a desejar louca e intensamente outra coisa maior e mais impossível que meu último feito. Isso gera uma eterna insatisfação pessoal porque parece que nada sana essa necessidade de querer e querer e querer. Foda isso!

Queria realmente sossegar, aceitar uma situação e regozijar dela por grandes períodos. Me sentir pleno e suficiente. E na verdade só me sinto cada vez mais insuficiente pros sonhos impossíveis (que acabo realizando com o passar do tempo) que tenho.

Acho que com o passar dos anos e com a chegada da maturidade isso passa. É nisso que aposto. É nisso que acredito, pois não quero querer eternamente e nunca me sentir pleno com as coisas que tenho.

Agora, com o sonho de ser dono do meu próprio escritório contábil se realizando, vamos torcer para que enfim eu atinja a plenitude, pelo menos por um grande espaço de tempo.

Preciso esquecer de querer e aprender a gostar de possuir.

Patrick.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

A New Life...

Aguardem novos textos...