quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Náufrago, Maria do Relento...

Existem datas que jamais serão esquecidas...

segunda-feira, 20 de abril de 2015

The Time Flies...

Há menos de um mês de completar 27 anos e sinto o tempo passar tão rápido. Hoje tenho uma filha linda, esperta, super ativa. Um emprego onde estou bem colocado, sou parte da máquina capitalista sim, mas no meu ritmo, do meu jeito. Isso é muito gratificante, pois sempre luto para não sucumbir às vontades sociais, luto para manter meus ideias (mesmo que necessitando adaptá-los à vida adulta).

Os amores vão se acumulando, atropelando uns aos outros. São tantas emoções, tantas coisas vividas - nesses curtos 27 anos - que há dúvida se algo ainda vai me surpreender, vai me tirar o sono, vai me deixar desorientado e ao mesmo tempo enlouquecido. Seria interessante viver algo assim. Todas as tentativas que fiz não deram muito certo. Como sempre me aproximo de mulheres com personalidades fortes, a tendência é viver relações muito intensas e isso, quando não dá certo, me faz pensar o que de fato é o certo a se fazer. O problema, já sei, sou eu. Um inquieto, insatisfeito, inconstante com o que quero e irredutível com algumas verdades quase que absolutas.

Sou uma contradição em termos. Aos 27 anos ainda tenho a mesma mentalidade que tinha aos 16. Não sei se era maduro demais quando jovem ou se sou imaturo quando adulto. Não sei mesmo. Não consigo definir as variáveis corretas dessa fórmula. Vejo o mundo com os olhos de criança para algumas situações e com a objetividade de um psicopata para outras. Isso é foda! Não se ter os parâmetros de si próprio. 

Vivi paixões mágicas e inesquecíveis. Todas acabaram. Viraram lembranças boas de recordar. Hoje estou só. Estar só é muito estranho pra mim, ainda que esteja gostando muito dessa fase onde só existem Eu e a minha Estrelinha. Sem brigas, sem gritos, sem estresses, sem limitações, sem lutas por controle e sobre dominar ao outro. Sem ter que me preocupar com nada além da Lara.

Sobre o amanhã? Não sei mesmo. Só espero que a vida ainda possa me surpreender com coisas boas e emocionantes. Quero viver até os 100 anos sentindo a vida, me emocionando, queimando energia vital com coisas boas. É um desafio diário não virar uma engrenagem nesta grande máquina que é a vida. Podemos muito mais do que nascer, crescer, reproduzir e morrer. É isso que espero da vida. É isso que espero do amanhã. 

"Eu espero sempre mais."

Estou escutando Teatro dos Vampiros. Essa música é impressionante e objetiva com precisão minha vida adulta. O Renato era muito foda!

O passar do tempo sempre será, pra mim, objeto de filosofia barata. Sou um entusiasta da vida e é muito bom, às vezes, apenas olhar pra ela, ficar sentado num banquinho verde de uma praça, embaixo de uma árvore, olhando os carros passarem, um grande muro, crianças correndo, cachorros fazendo cocô e seus donos com aquelas sacolinhas nojentas, maconheiros queimando um, casaizinhos aos beijinhos e um ou outro bêbado atirado ali, sem nem saber de onde veio ou pra onde vai. Cenas da vida real, do mundo real. Cenas que ficam ali, num banquinho verde em uma praça qualquer.

"Eu homem feito, tive medo e não conseguir dormir."

Grato pela leitura,

Patrick da Rocha Oliveira Antunes.
















segunda-feira, 6 de abril de 2015

Ouça no volume máximo.

You never close your eyes anymore when I kiss your lips.
And there's no tenderness like before in your fingertips.
You're trying hard not to show it, (baby, baby).
But, I say, baby, baby...

You've lost that lovin' feelin',
Whoa, that lovin' feelin',
You've lost that lovin' feelin',
Now it's gone...gone...gone...




sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Babyssauro.

A maior saudade de uma vida só se sente quando é do amor maior que se pode ter.

Te amo Lara.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Reset.

Louco mundo esse onde vivemos.

A cada dia os dias estão mais curtos e nossas vidas parecem ficar menores. O futuro do passado é hoje e o futuro do hoje é incerto. Ainda que existam planejamentos (que se alteram semanalmente) e que saibamos que a morte é certa, sempre acreditamos que amanhã será diferente e que nele está o gás que precisamos para atravessar nossos dias.

O amor, ah! o amor.

Certa vez um amigo me disse: Só se ama uma vez e é como uma doença sem cura, como uma tatuagem sem remoção. Nunca me esqueci dessas palavras. Hoje, aos 26 anos, beirando os 27, a única dúvida que tenho é se existe apenas uma forma de amar? Posiciono-me acreditando que existe mais de uma forma de amar, provavelmente uma delas é mais intensa que outras, mas que essas outras formas são válidas e trazem muitas coisas boas pras nossas experiências. Questiono quais as variáveis que definem o amor...

Um dia, no futuro do hoje, seremos velhinhos e boa parte de nosso tempo será utilizado pra lembrar das coisas que fizemos ao longo de nossas vidas. É fundamental que façamos aquilo que gostaremos de recordar, pois se não nossa velhice será muito sem graça.

Quanto mais idade ganhamos, maiores as responsabilidades e nosso senso de contexto social e civilidade, concomitantemente a isso vem o arraigamento às coisas do mundo e deixamos de valorizar coisas pequenas e simples. Que falta eu sinto de um banho de chuva ou do cheiro de terra molhada; que falta eu sinto de um fim de semana frio na praia ou de domingos suados ao som de Nirvana enquanto me esvaio em cima do meu skate.

Responsabilidades! Elas crescem exponencialmente enquanto os benefícios atrelados à elas crescem de forma aritmética, foda!

Sou um eterno inquieto. Um eterno insatisfeito. Um eterno explorador do nada, um filósofo banal de fatos e situações banais. Temo nunca encontrar resposta para meus questionamentos ou conforto em alguma marquise Por Aí.

Desta vez, mais uma vez, inicio um reset moderado em minha vida. Hoje tenho um estrelinha linda que ilumina cada segundo dos meus dias e é por ela que vou me readaptar para manter a sanidade e a tranquilidade espiritual que me são indispensáveis.

Paz!

Nessa vida um pouco de paz não faz mais a ninguém e é por essa paz que devemos trabalhar. Plantar e colher bons frutos, sem esquecer de quem somos originalmente.

A vida te inclinará e te influenciará a adotar seus modelos de personalidade, previamente criados para manter a sociedade ativa e evoluindo. Adapte-se a algum deles para sobreviver (ou mude-se para a selva e crie uma comunidade alternativa), mas mantenha o "você" original em um invólucro impenetrável e entre em contato com ele diariamente, ao menos por alguns minutos. É isso que nos manterá vivos até o final de nossos dias. É isso que nos lembra o gosto da felicidade.

Sonhe! Afinal, tudo é possível.

Um dia terei uma casa com Miniramp...

Reset.

"E daí de hoje em diante todo dia vai ser o dia mais importante."

Patrick da Rocha Oliveira Antunes.